UM

 

 

 

 

 

Era um.

Sozinho, Um se via sem horizonte,

no alto de um monte, só.

 

Um que sonhava em olhar a outro,

ao menos uma resposta ter.

Como pode ser natural ser ímpar de tudo?

 

Mas era único.

o único Um.

Queria outro.

 

Do topo do monte,

o que vinha a diante

reconfortante, percebeu uma estrada

uma sequência.

 

Na dúvida

quase dividido, meio que partido

meio que partindo.

Será que devia entrar nesta função?

 

Olha na estrada contando pela cabeça.

Não vejo muita utilidade a ela na minha vida.

Mas ficar na mesma solidão o mataria.

No caminho da soma, sumiu.

 

Era um.

Sozinho, se via no horizonte,

no meio do vale com vento na fronte,

Encontrando Um … viraram dois.

 

 

 

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