O Sonho de Eggther

Uma linha tracejada

Pronta pra ser costurada

Um desenho incompleto

A espera de um projeto

 

Um desejo escondido em segredo

No peito e pensamento de Eggther,

Heimdall sentia seu ofegar

Do outro lado de Bifrost.

 

O guardião de Jotunheim

Pediu conselhos ao mais sábio,

Vaftrudener sugeriu degredo

Pela troncha proposta que trazia.

 

Mas os jotun tem força e magia

E por que não ter poesia?

Procurou Bragi

Que não deu ouvidos.

 

Cada ser tem sua função

Urd estava atenta

E não permitiria,

Mas esquecera de avisar Iduna.

 

Preparou-se então Eggther

Com sua harpa

Foi ao pomar de Iduna

Propor uma troca.

 

“Estou ciente das leis

E de minha missão,

Mas pretendo

Tornar-me escaldo.

 

Por isso, dou uma canção

E uma corda de minha harpa

Por metade de uma maçã sagrada

Embebida em hidromel da poesia.”

 

Iduna aceitou,

Com a canção se encantou

E foi ao palácio de Odin

Para cumprir o que combinou.

 

A deusa ofereceu a Odin, em sigilo,

Uma maçã e meia

Por uma taça de hidromel da poesia.

O pai de todos, então, consentiu o préstimo.

 

Ao receber e comer a maçã

Verdandi se viu confusa

Com a gratidão de Eggther

E a compaixão de Iduna.

 

Do mesmo modo, ao gigante

Contar a primeira história

E declamar o primeiro poema

Skuld nunca mais seria a mesma.

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