A maldição de Sísifo

  Toca o despertador, lava e enxuga o rosto; banha-se, veste-se, e sai: uma rocha morro acima.   Sai, corre, pega o ônibus. Trabalha, come, trabalha… O ônibus o devolve: uma rocha ainda sobe.   Chega, come, mal descansa. Dorme, dorme, ó pobre Sísifo. Logo há de se erguer o sol e ainda antes, cair … “A maldição de Sísifo”

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Resposta

  Quisera eu tecer pássaros como os teus tão bem alimentados nas mãos dos passantes. Os meus, um amontado de penas e bicos, mal voam, galinhas quadriculares e mal musicadas, quase avestruzes! Pousam, se é que pousam, buscando mais compaixão que alimento. E, no entanto, prometem as ingênuas galinhas: “Ainda te carregaremos, nós, Fênix”

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Mísera sorte, estranha condição

“Por que is aventurar ao mar iroso, Lançar ao mangue, à lama, ao sangue, à fossa, O corpo tão lindo, gordo e formoso, Essa vida que é minha e não é vossa?   Como por um caminho duvidoso, A um povo mal que espera e se alvoroça, Se entrega com fervor religioso. Vos esquece a … “Mísera sorte, estranha condição”

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