Mísera sorte, estranha condição

“Por que is aventurar ao mar iroso,

Lançar ao mangue, à lama, ao sangue, à fossa,

O corpo tão lindo, gordo e formoso,

Essa vida que é minha e não é vossa?

 

Como por um caminho duvidoso,

A um povo mal que espera e se alvoroça,

Se entrega com fervor religioso.

Vos esquece a afeição tão doce nossa?”

 

Essa é a terra que ninguém conhece

Tem por nome “Se eu tivesse um amor”:

É sem amor, do mar, o coração.

 

Tantos mais quantos males não padece

Essa nação a esmo entregue por

Mísera sorte, estranha condição?

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